28°dia – 23/01/19

28°dia – 23/01/19

Azul à Concórdia
Quilometragem parcial: 679,3 km
Quilometragem total acumulada: 10.386,8 km 

Novamente despertamos as 5:00 hs ainda escuro, conseguimos fazer o desayuno no próprio posto, que a propósito era excelente, e seguimos subindo em direção ao norte. Já não tínhamos mais o vento por companhia, e o Motor Home rodava redondo. Alcançamos Cañuelas, lá abastecemos novamente no posto Shell (o mesmo da vinda que nos surpreendeu pela infra estrutura e por ter na sua pracinha um carrossel), e seguimos para alcançarmos a cidade de Campana (arredores de Buenos Aires), onde iniciava um trecho de asfalto de concreto muito ruim e perigoso, com inúmeros buracos traiçoeiros, trecho que ia até a cidade de Campana, aproximadamente 20 km de perigo. Segui com cuidado, desviando, diminuindo muito a velocidade e tentando driblar estas arapucas. Porém em dado momento, acabei batendo em um buraco. Logo temi ter furado o pneu. Seguimos, a princípio sem este dano. Ultrapassamos Zarate, atravessamos as duas enormes pontes sobre o complexo de rios do Rio Paraná Guazú, e que separam a província de Buenos Aires da Província de Entre Rios. Logo que ingressamos em Entre Rios, a polícia Camineira, famosa pela corrupção nos pára. Solicita os documentos, averigua e nos deseja boa viagem. Procedimento recorrente em toda a Argentina. Me parece que houveram mudanças neste sentido, e hoje arrisco dizer, as ocorrências de pedido de propina nãos mais ocorrem. Modernizaram a polícia, trocaram os policiais e se recompôs a normalidade. Mas a pecha ficou, e o medo da reincidência também. Espero que minha impressão seja correta e que não mais tenhamos eventos neste sentido, tão comum até pouco tempo, nos relatos dos viajantes. Alguns quilômetros após a polícia ouvi um barulho de ar vazando. Achei que pudesse ser a mangueira de ar do freio motor. Estaciono no acostamento e vou averiguar. Qual não foi minha decepção ao constatar mais um pneu furado, o 4° da viagem, porém agora no rodado traseiro, lado do motorista. E com um rasgo na sua lateral. Certamente foi o buraco de Campana. Não esgotou logo, pois somente cortou o pneu, e com o andar, acabou mastigando a câmara, ocasionando o furo. Resolvi rodar bem devagar até um borracharia a alguns quilômetros dali, pois neste caso era possível, por se tratar de rodado duplo na traseira (diferente do dianteiro). Lá, a borracharia afastada do posto de combustível por um pátio completamente enlameado (havia chovido), estacionei. Constatei ali que o estepe que comprei em Perito Moreno era menor (embora houvesse medido, me equivoquei e peguei um menor). Não sei como não vi. Troquei uma ideia com o borracheiro. Resolvemos concertar o pneu com um remendo grosso. Me pareceu uma solução boa, em detrimento de dois pneus de bitolas diferentes. Concluído a função, abastecemos e partimos. Nem rodamos 10 km e “PUM”, um enorme estouro. Logo soube que aquele pneu que concertamos havia estourado, a 5° vez nesta viagem (Já estava trocando pneu desta vida, de vidas passadas e de vidas futuras, kkk). Desta vez não teve jeito. Temi continuar e comprometer o que estava bom. Resolvemos trocar e instalar o estepe fora de padrão (o menor comprado em Perito Moreno), pois seria melhor que mais um pneu estourado que poderia se desmanchar e detonar o seu lindeiro. Seguiria até Gualeguaychú, cerca de 20 km adiante, onde tentaria comprar um novo pneu, ou melhor dois. Após toda a função da troca do pneu traseiro, um pouco mais difícil que o dianteiro, seguimos. Nesta lida, perdemos quase 40 minutos. Queria resolver definitivamente esta dificuldade que nos trazia apreensão. Encontrei uma borracharia antes do acesso a Gualeguaychú, onde pedi informações de locais para compra de pneus. O Borracheiro, a princípio quis vender os seus usados, mas disse com convicção que queria novos. Então como ele estava indo ao centro, pediu para segui-lo e nos levou na loja da Fate (pneus Fate). Lá, graças a Deus encontramos os tamanhos que necessitávamos e comprei dois pneus novos. Nesta altura já passavam das 18:00 e acabava de comprar o 3° e 4° pneu nesta viagem. Nosso objetivo, apesar do atrapalho e do horário e do prejuízo, era chegar a Concórdia. Seguimos e já noite finalmente, a alguns km do acesso a Concórdia, estacionamos em um posto YPF, onde descansamos. Dia longo, cansativo, mas mais uma vez vencemos nossos desafios, com calma e tranquilidade. Grande exercício para a mente estas eventuais dificuldades que enfrentamos.

Neste dia rodamos aproximadamente 679,3 km.

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