27°dia – 22/01/19

27°dia – 22/01/19
Gral. E. Godoy à Azul
Quilometragem parcial: 773 km
Quilometragem total acumulada: 9.707,5 km 

Acordamos 5:30 da manhã e 6 hrs já estávamos na estrada. Antes de seguir abastecemos em sinal de gratidão ao local cedido para pernoite, como sempre fizemos (troca de combustível por água e pernoite). Ainda escuro, seguimos na direção leste, vendo as pequenas cidades começando a despertar. Víamos que algumas delas estavam entre vales, cercadas por paredões do deserto patagônico. São vales formados pela erosão decorrente da ação do vento e da água. O Sol, bem na nossa frente, começava a aparecer, nos oferecendo um belíssimo espetáculo, que me fez parar para fotografar. Naquele instante, também a lua cheia se despedia. Uma cena única, do encontro destes dois astros que fazem companhia a nossa mãe terra. Lá estavam Sol, e Lua, como que se cumprimentando e dizendo. ”Ok Sol, assuma agora seu posto, pois irei para o outro lado. Ok lua, vá em paz, bom trabalho, me esforçarei para trazer alegria e ânimo aos humanos. Obrigado por guardar o sono de nossos amigos. Obrigado a você Sol, pela sua força e energia e por fazer tanto bem a todos. Nos vemos daqui a pouco. Vou indo, até mais.”. Com este diálogo imaginário, seguimos animados, felizes e cheios de boas lembranças desta e de outras viagens que fizemos, e que trocávamos sorvendo nosso mate matutino. Tomamos nosso Desayuno (café da manhã) na cidade de Choele Choel, e alguns quilômetros mais adiante alcançamos mais uma marco simbólico de nossa viagem. Fechávamos uma espécie de círculo no encontro da Ruta 22 com a Ruta 251. Neste ponto ligamos os caminhos do sentido Sul na posição leste ou paralela ao oceano atlântico, aos caminhos do sentido Norte, na posição oeste, paralelos a cordilheira. Após este entroncamento, novamente estávamos na mesma ruta que nos levou ao sul, porém agora no Sentido Norte. Paramos para registrar o momento. Começávamos nossa segunda despedida, A despedida da Patagônia e do seu imenso deserto, de sua imensa estepe. Exatamente em Bahia Blanca ocorre o “portal de passagem”, deste bioma, para outro, onde o verde predomina em substituição ao amarelo. Um novo cenário, com agricultura, pecuária e girassóis. Acessamos, após Bahia Blanca a Ruta 51, passando novamente pela cidade que elegemos como a mais amável da viagem e que guardamos carinhosas lembranças, a cidade que passamos nossa virada de ano, Cel Pringles. Mais uma despedida simbólica, feita mentalmente, no íntimo com votos de um dia voltar e reencontrar os amigos que aqui fizemos. Chegamos também no final do dia em Azul e estacionamos no ótimo posto YPF, onde fomos atendidos por um super atencioso frentista que torcia pelo Racing e nos mostrou sua carteirinha de sócio para comprovar sua paixão. Em Azul, o Artur ganhou uma bola de futebol e lá neste posto tivemos a sorte de contarmos com um gramado que transformamos em campinho de futebol e terminamos o dia jogando a pequena “pelota”. Também estacionado no posto um senhor que viajava sozinho em um pequeno Motor Home construído por ele, na carroceria de uma S10. Um sujeito curioso com histórias. Até onde entendi era aviador, inventor, motociclista, uma espécie de professor Pardal. Me mostrou suas invenções de motocicleta que construiu na garagem de sua casa. Embora casado, viajava sozinho. Neste dia rodamos o equivalente a 773 km.

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