19° dia - 14/01/19

19° dia - 14/01/19
Puerto Natales a Torres del Paine
Quilometragem parcial: 107 km
Quilometragem total acumulada: 6.101 km

Hoje ingressaríamos no Parque Torres del Paine. Logo cedo providenciamos novamente mantimentos, abastecimento de diesel e água para então rumarmos a primeira atração do dia, a “Cueva del Milodon”, ou caverna do Milodon, uma imensa caverna onde foi encontrado um fóssil de um Milodon, uma espécie de preguiça gigante. O local é um ótimo programa para crianças. O Monumento Natural Cueva del Milodón foi declarado monumento natural em 1968. É formado por três cavernas e um conglomerado rochoso denominado “Silla del Diablo”. O interesse científico do lugar se dá pela descoberta em 1896 de pêlos, ossos e outros restos deste “Milodon”. Está localizado a 24 km a norte de Puerto Natales. Estima-se também que nesta caverna viveu o homem pré-histórico a aproximadamente 11 mil anos. Este famoso fóssil de Milodon foi também o mote do livro mais interessante e referência sobre a Patagônia, do famoso escritor inglês Bruce Chatwin, que em 1975, percorre a Patagônia, no rastro do local onde foi encontrado um pedaço de pele deste Milodon. Este pedaço de pele estava na casa de sua mãe na Inglaterra e foi presenteado por seu tio. Desde criança esta relíquia estimulou a imaginação de Bruce. Quando adulto empreitou uma jornada pela Patagônia, colecionando histórias. “Patagônia”, título do livro é uma obra interessantíssima e que deve ser leitura obrigatória a quem resolve conhecer esta parte instigante do Planeta. Enfim estávamos na famosa cova del Milodon objeto de busca de Chatwin, cujo livro li e reli desde 2008, quando também empreendemos nossa primeira viagem a estas terras. A principal caverna, a que visitamos, está próxima da portaria do parque, e para chegar a ela se caminha 350 metros em um “sendero” (trilha), muito bem estruturado. Lá na caverna uma réplica em tamanho real da preguiça gigante é ponto obrigatório das varias fotografias dos visitantes, incluindo esta família. Também a caverna instiga o imaginário das crianças, que querem saber quem lá morava, como eram seus hábitos, como se abrigavam, como enfrentavam o frio, como se alimentavam, como morreu o Milodon, quais outros animais ou fósseis estão lá enterrados? Terminada a visita tomamos um café na lojinha de suvenirs na entrada do parque. O primeiro “assalto” da viagem. Sem nos darmos conta, pagamos 3.000 pesos chilenos, ou 18,00 reais por um médio copo de café. Fiz e refiz a conta, pois não acreditava. Pedi para o atendente converter em reais e para ele deu 19,00. Incrível. Fica o alerta. Nestes locais de turismo intenso, o nível de exploração vai ao espaço. Mas enfim, relaxar e apreender. Da cova seguimos rumo ao Parque Nacional Torres del Paine, entrando pelo acesso portaria Serrano, a alguns km da cova, por estrada de Rípio. Logo se percebe a grandiosidade e impressionante beleza deste lugar. Se tentássemos criar ou pintar algo assim, não faríamos tão lindo e perfeito. Por esta entrada uma boa opção para o pernoite seria no espaço do acesso ao mirante Grey. No caminho chamou a atenção um destes picos lembrando o rosto de uma pessoa. Creio que seja o pico “cabeza del índio”. Impressionante a semelhança. Chegando lá estacionamos o Yete, e eu o Artur saímos para explorar as trilhas próximas. O pouco que caminhamos só confirmava o quão impressionante é o local. Estávamos próximo do glaciar Grey e na lateral da “Torre del Paine” e dos “Cuernos del Paine”. No retorno de nosso passeio pela trilha próxima ao local onde dormiríamos, o jantar já estava pronto. Amanhã seria dia de percorrer este santuário.

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