17° dia - 12/01/19

17° dia - 12/01/19
Ushuaia a Bahia Inútil (Parque Pinguino Rey)
Quilometragem parcial: 358 km
Quilometragem total acumulada: 5.550 km 

Dia de nos despedirmos de Ushuaia. Como não poderíamos rodar mais para o Sul, era hora de inverter o leme na direção norte, voltando pelo mesmo caminho dentro da Terra do Fogo que nos trouxe até aqui, ou seja a Ruta 03, onde ainda estaríamos por pouco tempo. Chegava a hora da despedida desta por nós respeitada e amada Ruta. O dia amanheceu fechado, ventoso e as montanhas que circundavam Ushuaia, esbranquiçadas pela neve da noite anterior. O frio estava realmente muito intenso e se agravava com o vento. Os ossos congelavam. Abastecemos na saída da cidade e tomamos um café para aquecer. O frentista dizendo que hoje estava lindo, pois até ali havia feito muito calor. Achei que estava de gozação, mas falava sério. No pórtico da cidade um policial nos parou. Avisou gentilmente que a sinaleira estava queimada e que poderíamos nos incomodar mais para frente. Pedi a ele alguma referência de local para trocar a lâmpada e ele nos indicou exatamente o posto YPF que estávamos a pouco. Retornamos e averiguamos se o local possuía. Fui abordar o atendente da loja de “repuestos”, “simpático” como o personagem “tolerância zero” de um antigo programa humorístico. Ou se achava a rainha Vitória. Enfim, confirmou que possuía, mas precisava saber qual era o modelo. Tivemos com este frio de enreguelar pinguim, onde os dedos ja haviam a muito perdido a sensibilidade trocar a lâmpada, que impressão minha ou efeito da temperatura, parecia estar no local mais inacessível possível. Certamente os engenheiros da Ford não precisaram trocar uma lâmpada do farol do veículo, no frio do fim do mundo. Enfim, farol trocado, seguimos viagem, nos despedindo da contraditória Ushuaia. O café da manhã das crianças ocorreu em Tolhuim. O vento novamente extremamente forte (mais do que o normal). Novamente no Passo San Sebastián. Despedida da Ruta 03 (para mim um até breve). Deste ponto em diante rodaríamos por rutas Chilenas até a altura de Torres del Paine, onde lá engrossaríamos novamente na Argentina, pela Ruta 40. Na aduana Chilena, eu e o Artur abrimos as portas do MH ao mesmo tempo. Foi o suficiente para tudo que é papel voar com a força incrível dos ventos. Consegui ver o papel higiênico que estava na lateral do carona, fazer piruetas no céu, tipo aquelas ginastas olímpicas, que dançam fazendo acrobacias com aquelas fitas. Nos perguntávamos até onde voaria este papel higiênico? Cruzaria o Altântico?, kkkk. O Artur conseguiu ser o “The Flash” na captura dos mapas e outros papéis. Nada importante se perdeu, mas ficou o apreendizado de nunca, mas nunca mesmo, abrir simultaneamente as portas de um veículo na Patagônia. A não ser que tenhas contigo um filho com o poder da super velocidade, do contrário nunca mais verás o que saiu voando. O destino de hoje foi descoberto no decorrer da viagem e despertou interesse pela curiosidade das crianças nas diversas espécies de pinguins existentes (existem 18 espécies). Descobrimos que existe uma colônia de pinguins reis (uma versão um pouco menor do pinguim imperial, retratada na animação happy feat, que se instalou na Terra do Fogo. A Única colônia de pinguins reis em solo continental. Seu habitat natural é a Antártica. Portanto, nosso destino hoje seria a Bahia Inútil, em pleno deserto Patagonico da Terra do Fogo, onde dormiríamos, com o vento chacoalhando nosso Yete, Guanacos e Zorros nos rondando, e mais dois Motor Homes alemães as margens do Rípio deste campo de estepes patagônicas.

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