Patagônia -10° Dia - 05/01/19

10° Dia - 05/01/19
Camarrones (Reserva Natural Cabo dos Bahias) a Comodoro Rivadavia.
Quilometragem Parcial: 323,4 km 
Quilometragem Total: 3.766,2 km

Despertamos cedo para nos dirigirmos a Reserva Natural Cabo dos Bahias, distante 30 km de Camarrones, por uma estrada de Rípio. Cabo das Bahias é uma Pinguineira em um local fantástico de beleza ímpar. Já o caminho que leva ao parque, margeando o oceano atlântico de um azul incrível, é muito lindo. Este azul, contrastando com o verde dos arbustos e amarelo dos capins característicos da região e o preto e vermelho das rochas, faz da paisagem algo extraordinário. Chegando a este templo da natureza vemos Guanacos, pinguins de Magalhães, pássaros aquáticos, lobos marinhos, convivendo em harmonia. Uma passarela de alumínio, nos permite chegar bem próximo aos animais, que por sua vez não tem medo do homem, pois ali são respeitados. A distância do parque e sua vizinha Punta Tombo (a principal pinguinera da região), fazem cabo das Bahias não ser muito conhecido e visitado. Apreciamos com muito vagar e silêncio este espetáculo emocionante da natureza. Interessante conhecer o ciclo dos simpáticos pinguins: Em Agosto chegam à Patagônia os machos e selecionam os ninhos (São Monogâmicos e vivem com a mesma parceira até a morte. Também voltam via de regra ao mesmo ninho). Em Setembro chegam as fêmeas. Em outubro colocam os primeiros ovos. Em Novembro nascem os filhotes. Em Dezembro os filhotes de independizam de seus ninhos. Fevereiro a alimentação muda e em Abril, migram para o alto mar na altura da Costa Brasileira e lá ficam no oceano até Julho quando o ciclo se reinicia. Tanto macho como a fêmea pescam e cuidam do ninho e dos filhotes. Um grande exemplo de organização familiar. Uma grande e inesquecível experiência para as crianças. Também os Guanacos, da qual sou um fã irrestrito, são um show por estas bandas. Ancestral direto da lhama domesticada, vivem via de regra em bando, onde o macho alfa possui até 16 fêmeas. Nestas tropas familiares podem existir até 30 outros machos. Encontram-se também machos solteiros que vagam sozinhos por estas estepes. Além de observarmos a distância de poucos metros as “famílias” de Guanaco na reserva, também nas margens das estradas e rutas é muito comum a sua presença. Inclusive não difícil um atropelamento. Também observei cadáveres de Guanacos pendurados nas cercas no decorrer da ruta. O homem infelizmente não consegue viver sem cercas. Nos despedimos de Cabo dos Bahias e retornamos a Camarrones almoçando no restaurante Alma Patagônica, uma casa de “lata”, com uma decoração toda em motivos que remetem a região. Muito bacana o ambiente. Porém tínhamos ainda muitos kms pela frente e já era tarde, memo assim o objetivo era alcançar a cidade de Comodorro Rivadavia, a capital da província de Chubut, uma rica e grande cidade as margens do Atlântico, produtora de petróleo, que está instalada em meio a montanhas de areia desertas, onde reina o vento. Nesta cidade pernoitamos em um posto de combustível Petrobras. O vento absurdamente forte fazia nosso Yete balançar a cada rajada mais forte. Se normalmente o vento te forte, neste dia em especial, ele estava mais animado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário