Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (1° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 1º Parte
Puerto Pirâmides a Punta Norte (Área natural Península Valdés)
Dia de percorrer Área natural protegida pela província de Chubut, Península Valdés, cujo circuito somam 226,2 km do mais legítimo Rípio. Neste parque, um santuário da fauna e flora da Patagônia Marítma, existem diversas espécies de animais costeiros e do mar, entre mamíferos, peixes e aves, além da flora característica desta parte da “estepe” Patagônica, espinho, touceiras e capim, que combinam muito bem com o clima seco do local. Adentramos a zona protegida do parque rumo a Punta Norte. No caminho avistamos Guanacos (um camelidio só encontrado na Patagônia), o Peludo (Um tipo de tatu), a Martineta Comum (uma espécie de codorna do tamanho de uma galinha). Após 75 km chegamos a Punta Norte. 

Uma passarela muita próxima da praia guardava centenas de lobos marinhos e leões marinhos. Além de inúmeros pássaros marinhos. O período era de nascimento de filhotes. Vimos vários recém nascidos. E falar em Recém nascidos não é exagero, pois ainda ao lado das fêmeas e seus filhotes, víamos as placentas ensanguentadas sendo disputadas pelas gaivotas e outros pássaros. Um espetáculo não comum a nós. Estávamos maravilhados com as peleias entre os machos de lobo marinho defendendo seu território e suas fêmeas, podendo este chegar a possuir até 16 fêmeas. A proximidade da trilha, toda ela um mirante, era significativa em relação a todo este espetáculo. Também este local, conforme as informações, é o com maior probabilidade de avistamento de Orcas. Infelizmente não foi desta vez que as vimos. Ao final da visita, conversei alguns minutos com o Guarda Parque Leandro Legarreta, que me contou seu amor por esta profissão, especialmente pela possibilidade de morar em meio a estes santuários, cuja a principal companhia são os animais e a flora do local. Pedi a ele para contar um fato curioso, ou mais significativo de sua vida em paragens isoladas, e então me contou que em outro ponto da área protegida, em que trabalhava e morava na própria Península Valdes, em uma certa ocasião, avistou passando tranquilamente em frente a janela de sua cozinha, a poucos metros, um Puma. Isso foi, nas palavras dele, algo emocionante e inusitado. Fiquei pensando o quanto de realidades completamente diferentes das nossas, dependendo da vida e da profissão das pessoas, existem neste planeta. Por alguns minutos tive uma inveja boa deste cara. Também eu, amaria viver e exercer uma profissão como esta. Antes de seguir viagem, fomos lanchar na lancheria ali da Punta Norte onde uma senhora, descendente Galesa, preparou um Pancho para as crianças, que na verdade só comeram a salchicha (que desperdício). E estava ótimo, apesar de simples. Curioso, conversei rapidamente com esta senhora, que me contou ser natural de uma pequena cidade no coração da agreste Patagônia chamada Cona Niyeu, paralela a Sierra Grande (logo passaríamos), localizada as margens da Ruta 03, porém a 170 km desta, que conforme ela, é composta de meia dúzia de casas, poucas almas vivas (211 habitantes, conforme último senso), cercada por deserto, agreste, pedras, vento e no inverno muito frio e neve. Anotei o nome da cidade para posteriormente pesquisar, pois me causou, como sempre causa, grande curiosidade, entender como estas pessoas vivem e quais a suas motivações. Dali seguimos nossa "recorrido", pois tínhamos ainda muito chão pela frente, porém agora teríamos a companhia do Atlântico a nossa esquerda, ornando o visual incrível que tínhamos.


























































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