Patagônia -10° Dia - 05/01/19

10° Dia - 05/01/19
Camarrones (Reserva Natural Cabo dos Bahias) a Comodoro Rivadavia.
Quilometragem Parcial: 323,4 km 
Quilometragem Total: 3.766,2 km
Despertamos cedo para nos dirigirmos a Reserva Natural Cabo dos Bahias, distante 30 km de Camarrones, por uma estrada de Rípio. Cabo das Bahias é uma Pinguineira em um local fantástico de beleza ímpar. Já o caminho que leva ao parque, margeando o oceano atlântico de um azul incrível, é muito lindo. Este azul, contrastando com o verde dos arbustos e amarelo dos capins característicos da região e o preto e vermelho das rochas, faz da paisagem algo extraordinário. Chegando a este templo da natureza vemos Guanacos, pinguins de Magalhães, pássaros aquáticos, lobos marinhos, convivendo em harmonia. Uma passarela de alumínio, nos permite chegar bem próximo aos animais, que por sua vez não tem medo do homem, pois ali são respeitados. A distância do parque e sua vizinha Punta Tombo (a principal pinguinera da região), fazem cabo das Bahias não ser muito conhecido e visitado. Apreciamos com muito vagar e silêncio este espetáculo emocionante da natureza.

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (2° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 2° Parte 
Quilometragem Parcial do trecho: 244,5 km - Trelew a Camarrones
Quilometragem Parcial: 309,6 km - Puerto Madry a Camarrones
Quilometragem Total: 3.442,8 km
Após a fantástica visita ao hotel Touring, nos despedimos da cidade de Trelew, colonizada por imigrantes Galeses. No caminho, observando a Aridez do solo e o vento forte característico da Patagônia que já se manifestava forte, fiquei pensando no que fizeram estes imigrantes optar por estas terras para construírem seu futuro. Aqui, isolados de tudo, estabeleceram propriedades produtivas não só em Trelew, mas também Gaiman e outras, as margens do Vale do Rio Chubut. Tiveram contato com o índios Teuelches e com este conviveram e fizeram aqui a sua história. Em meio a estes pensamentos, entre um chimarrão e outro, alcançamos o quilômetro 1499 da Ruta 03, que elegemos simbolicamente como a metade desta Carretera (na verdade um marco não preciso da metade, mas gostamos do número. Bem da verdade queríamos o km 1500, mas não existia mais a plaquinha de indicação). Lá paramos para repetir um foto que fizemos em 2017 quando também estivemos nesta região na busca de alcançar a Carretera Austral no Chile. 

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (1° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 1° Parte
Puerto Madry a Trelew
Quilometragem parcial do trecho: 65,1 km
Quilometragem Total: 3.198,3 km

Despertamos com o Transatlântico Cruzeiro atracando no Porto bem em frente à nossa “varanda”. Como sempre, tomamos as providências matinais de faxina e organização e seguimos viagem. Na saída de Puerto Madry, retrocedemos 3 km para abastecermos de combustível e água o MH em um posto YPF. Lá um trailer vendendo cerejas me interessou. Fui averiguar e constatamos ser de uma qualidade incrível e sem nada de químicos. O fruto vendido ali por uma cooperativa de produtores de Gaiman (Cooperativa de Productores Integrados de Cerezas Ltda), era tipo exportação e simplesmente divino. O produtor que estava lá atendendo, muito falante, nos explicou todo o processo. Compramos uma caixinha de 2,5 kg e creio que ele tenha simpatizado conosco, pois nos presenteou com mais meio quilo, que tratamos de comer no caminho. Incrivelmente ótimo. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (3° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 3° Parte
Punta Delgada a Puerto Madry (Área natural Península Valdés)
Quilometragem Parcial:   343,5 km (de Puerto Pirâmide a Puerto Madry)
Quilometragem Total: 3.133,2 km

De Punta Delgada, último ponto de contato visual com o Altlântico, tomamos o derradeiro trecho que nos levaria novamente ao asfalto. Nesta etapa, poderíamos avistar as duas salinas existentes na península, a Salina Chica e a Salina Grande, que se distinguem por estarem entre as mais profunda do Argentina, sendo profundidade negativa em relação ao nível do mar de (-)35 e (-)42 respectivamente m.a.n.m (metros abaixo do nível do mar). A Salina Chica permitia acesso por uma estrada estreitíssima e muito irregular, e aqui comprovou-se a robustez do Yete e a valia de um Motor forte e uma dupla tração. Os três quilômetros, exceção feita a aventura da estrada, não renderam boas imagens. Seguimos nosso roteiro nos despedindo da Península Valdes, rumando a Puerto Madry, onde pretendíamos pernoitar. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (2° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 2° Parte 
Punta Norte a Punta Delgada (Área natural Península Valdés)

De Punta Norte seguimos sentido sul com o mar a nossa esquerda, até Caleta Valdes. No caminho uma pinguinera e o incrível cenário do local. Antes de chegar em Caleta Valdes, nos pareceu familiar uma casinha em meio ao descampado. Se tratava de nada menos que a casa utilizada como cenário do filme “Farol das Orcas”, uma linda história da relação entre Orcas e homens que havíamos a algum tempo assistindo e que muito nos emocionou. O mote é o tratamento de um menino espanhol autista que consegue reagir e expressar emoções de alegria e entusiasmo quando as vê. Um dia o menino estava assistindo TV, quando um documentário mostrava um guarda parque mantendo contato com baleias Orcas, consideradas extremamente agressivas e predadoras. Sua mãe ao ver a reação do filho, que expressava ali um grande sorriso de felicidade decide levá-lo aos confins da Patagônia para encontrar este guarda parque que se comunica com as Orcas, para possibilitar a mesma experiência ao filho. A história se desenrola a partir desse mote e do encontro destas três vidas, do menino, da mãe e do guarda parque. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (1° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 1º Parte
Puerto Pirâmides a Punta Norte (Área natural Península Valdés)
Dia de percorrer Área natural protegida pela província de Chubut, Península Valdés, cujo circuito somam 226,2 km do mais legítimo Rípio. Neste parque, um santuário da fauna e flora da Patagônia Marítma, existem diversas espécies de animais costeiros e do mar, entre mamíferos, peixes e aves, além da flora característica desta parte da “estepe” Patagônica, espinho, touceiras e capim, que combinam muito bem com o clima seco do local. Adentramos a zona protegida do parque rumo a Punta Norte. No caminho avistamos Guanacos (um camelidio só encontrado na Patagônia), o Peludo (Um tipo de tatu), a Martineta Comum (uma espécie de codorna do tamanho de uma galinha). Após 75 km chegamos a Punta Norte. 

Patagônia - 7° Dia - 02/01/19

7° dia - 02/01/19
Las Grutas a Puerto Pirâmide
Quilometragem Parcial:  336,5 km
Quilometragem Total: 2.789,7 km

Deixamos Las Grutas logo cedo, e retornamos uns 10 km até o entroncamento da 03 com a 251, para abastecermos os MH com combustível e água. Existem dois postos de combustível neste entroncamento. Um da YPF e outro da Shell. No YPF havia uma fila quilométrica (no dia anterior já havia notado este mesmo fato). Já no Shell nada de movimento. Conseguimos abastecer, porém não conseguimos água. O motivo era a falta de nafta no Shell. Porém Diesel, havia. Um alerta para quem vai a Patagônia. Relativamente comum faltar combustível em função das distâncias dos distribuidores. Abastecemos, tomamos novamente nosso desayuno porem não conseguimos água. Seguimos viagem agora pela Ruta 03. Em Sierra Grande, uma pequeníssima cidade as margens da Ruta 03, novamente paramos para abastecer, porém neste posto não havia diesel, mas havia água. Enquanto abastecia a água aproveitei o Wi-Fi do posto para atualizar o diário de bordo. Seguimos nossa viagem até finalmente alcançarmos as cancelas de acesso ao Parque Nacional Península Valdêz

Patagônia - 6° Dia - 1°/01/19

6° Dia - 1º/01/19
Cel Pringles a Las Grutas
Quilometragem Parcial:  526 km
Quilometragem Total: 2.453,2 km

Nos despedimos da pitoresca e simpática Cel Pringles rumo ao sul. Antes abastecemos o MH e tomamos um “desayuno” energizante formado por café com “leche e três médias Lunas” na “Estacion de Servicio” YPF, a cerca de 4 km de Pringles. Este procedimento passou a ser uma rotina. As crianças continuavam dormindo e ficariam por um bom tempo, ou melhor, por muitos kms. Retomamos a Ruta 51, em direção à Bahia Blanca. Recebemos do Sr. Sérgio Rey a indicação de conhecermos a cidade de Sierra de La Ventana, na cordilheira do mesmo nome, local de prática de trekking e esportes de natureza e conforme ele, lindo com muitos “sendeiros” para percorrer a natureza da região, e que valeria a pena conhecer. Infelizmente comprometeria muito nosso roteiro já apertado e atrasado. Resolvemos seguir, até alcançarmos Bahia Blanca. Lá estacionei nas sombras de eucaliptos do acesso a “sociedade rural”, as margens da 03, local onde as crianças tomaram seu café da manhã. Após seguimos pela ruta 22 por bons kms na busca da ruta 251, paralela à 03 no sentido sul.