Patagônia -10° Dia - 05/01/19

10° Dia - 05/01/19
Camarrones (Reserva Natural Cabo dos Bahias) a Comodoro Rivadavia.
Quilometragem Parcial: 323,4 km 
Quilometragem Total: 3.766,2 km

Despertamos cedo para nos dirigirmos a Reserva Natural Cabo dos Bahias, distante 30 km de Camarrones, por uma estrada de Rípio. Cabo das Bahias é uma Pinguineira em um local fantástico de beleza ímpar. Já o caminho que leva ao parque, margeando o oceano atlântico de um azul incrível, é muito lindo. Este azul, contrastando com o verde dos arbustos e amarelo dos capins característicos da região e o preto e vermelho das rochas, faz da paisagem algo extraordinário. Chegando a este templo da natureza vemos Guanacos, pinguins de Magalhães, pássaros aquáticos, lobos marinhos, convivendo em harmonia. Uma passarela de alumínio, nos permite chegar bem próximo aos animais, que por sua vez não tem medo do homem, pois ali são respeitados. A distância do parque e sua vizinha Punta Tombo (a principal pinguinera da região), fazem cabo das Bahias não ser muito conhecido e visitado. Apreciamos com muito vagar e silêncio este espetáculo emocionante da natureza. Interessante conhecer o ciclo dos simpáticos pinguins: Em Agosto chegam à Patagônia os machos e selecionam os ninhos (São Monogâmicos e vivem com a mesma parceira até a morte. Também voltam via de regra ao mesmo ninho). Em Setembro chegam as fêmeas. Em outubro colocam os primeiros ovos. Em Novembro nascem os filhotes. Em Dezembro os filhotes de independizam de seus ninhos. Fevereiro a alimentação muda e em Abril, migram para o alto mar na altura da Costa Brasileira e lá ficam no oceano até Julho quando o ciclo se reinicia. Tanto macho como a fêmea pescam e cuidam do ninho e dos filhotes. Um grande exemplo de organização familiar. Uma grande e inesquecível experiência para as crianças. Também os Guanacos, da qual sou um fã irrestrito, são um show por estas bandas. Ancestral direto da lhama domesticada, vivem via de regra em bando, onde o macho alfa possui até 16 fêmeas. Nestas tropas familiares podem existir até 30 outros machos. Encontram-se também machos solteiros que vagam sozinhos por estas estepes. Além de observarmos a distância de poucos metros as “famílias” de Guanaco na reserva, também nas margens das estradas e rutas é muito comum a sua presença. Inclusive não difícil um atropelamento. Também observei cadáveres de Guanacos pendurados nas cercas no decorrer da ruta. O homem infelizmente não consegue viver sem cercas. Nos despedimos de Cabo dos Bahias e retornamos a Camarrones almoçando no restaurante Alma Patagônica, uma casa de “lata”, com uma decoração toda em motivos que remetem a região. Muito bacana o ambiente. Porém tínhamos ainda muitos kms pela frente e já era tarde, memo assim o objetivo era alcançar a cidade de Comodorro Rivadavia, a capital da província de Chubut, uma rica e grande cidade as margens do Atlântico, produtora de petróleo, que está instalada em meio a montanhas de areia desertas, onde reina o vento. Nesta cidade pernoitamos em um posto de combustível Petrobras. O vento absurdamente forte fazia nosso Yete balançar a cada rajada mais forte. Se normalmente o vento te forte, neste dia em especial, ele estava mais animado.

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (2° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 2° Parte

Trelew a Camarrones
Quilometragem Parcial: 309,6 km (de Puerto Madry a Camarrones)
Quilometragem Total: 3.442,8 km

Após a fantástica visita ao hotel Touring, nos despedimos da cidade de Trelew, colonizada por imigrantes Galeses. No caminho, observando a Aridez do solo e o vento forte característico da Patagônia que já se manifestava forte, fiquei pensando no que fizeram estes imigrantes optar por estas terras para construírem seu futuro. Aqui, isolados de tudo, estabeleceram propriedades produtivas não só em Trelew, mas também Gaiman e outras, as margens do Vale do Rio Chubut. Tiveram contato com o índios Teuelches e com este conviveram e fizeram aqui a sua história. Em meio a estes pensamentos, entre um chimarrão e outro, alcançamos o quilômetro 1499 da Ruta 03, que elegemos simbolicamente como a metade desta Carretera (na verdade um marco não preciso da metade, mas gostamos do número. Bem da verdade queríamos o km 1500, mas não existia mais a plaquinha de indicação). Lá paramos para repetir um foto que fizemos em 2017 quando também estivemos nesta região na busca de alcançar a Carretera Austral no Chile. Nosso objetivo hoje seria a minúscula cidade de Camarrones. Tínhamos curiosidade de conhecer uma pequena cidade as margens do Atlântico tão distante de tudo. Para alcançá-la, rodaríamos 80 km a partir da ruta 03, mais 100 km de Trelew, portanto distante de tudo. Lá chegando estacionamos nosso veículo ao lado de uma pequena praça na península da cidade. Este tipo de local, não turístico, que muito nos atrai, onde a vida ainda é original e não artificial, para “encher os olhos” dos turistas. Lá as casas em sua maioria são de lata, cuja as paredes de zinco. Muito interessante circular pelas ruas desertas e frias de Camarrones, tendo seu antigo Porto como pano de fundo. Camarrones, ates do Porto de Puerto Madri, já foi um importante pólo de exportação de lã de ovelha. No estacionamento, um Motor Home de um casal idoso de Argentinos de Mar del Plata que já possuía em seu curriculum uma ficha invejável de viagens. E o seu antigo Motor home não era motivo para não enfrentarem a estrada. Estavam felizes. Dormimos com o frio da Patagônia ja começando a se mostrar. No dia seguinte a Reserva Natural Cabo das Bahias era nosso próximo destino.

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (1° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 1° Parte
Puerto Madry a Trelew

Despertamos com o Transatlântico Cruzeiro atracando no Porto bem em frente à nossa “casinha”. Como sempre, tomamos as providências matinais de faxina e organização e seguimos viagem. Na saída de Puerto Madry, retrocedemos 3 km para abastecermos de combustível e água o MH em um posto YPF. Lá um trailer vendendo cerejas me interessou. Fui averiguar e constatamos ser de uma qualidade incrível e sem nada de químicos. O fruto vendido ali por uma cooperativa de produtores de Gaiman (Cooperativa de Productores Integrados de Cerezas Ltda), era tipo exportação e simplesmente divino. O produtor que estava lá atendendo, muito falante, nos explicou todo o processo. Compramos uma caixinha de 2,5 kg e creio que ele tenha simpatizado conosco, pois nos presenteou com mais 1/2 kg, que tratamos de comer no caminho. Incrivelmente ótimo. Chegando em Trelew uma novidade que não existia em 2017, quando ali possamos. A estátua de um Gigantossauro em tamanho real no portal de acesso a cidade. Muito bem feito e impressionante, especialmente por nos dar a dimensão do tamanho destes Titãs. Já na Galesa cidade de Trelew estacionamos no parking do super mercado “La Anônima”, rede importante da Argentina (temos feito nossas compras lá). As crianças resolveram que queriam novamente visitar o “Museo Palentológico Egidio Feruglio”, em nossa opinião um dos melhores que existem nas Américas. Réplicas perfeitas de fósseis destes gigantes que aqui viveram estão lá expostos (os originais estão guardados). Um museu moderno, bem equipado e com um acervo incrível e super instrutivo. Recomendamos a adultos e especialmente crianças. Vale a pena. Após a visita ao museu, a Adelaide e as crianças voltaram ao Yete, e eu fui atrás de uma curiosidade que a muito tempo desejava averiguar. Fui ao antigo hotel Gran Turing onde conta a história lá viveu por 3 meses o famoso bandoleiro americano Butch Cassady e seu parceiro Sundance Kid, ambos retratados no clássico filme de western, por Robert Redefort e Paul Newmann. Ambos viveram na Patagônia, compraram uma fazenda, criaram gado e voltaram a assaltar. Sua suposta morte na Bolívia, retratada no filme, é controversa. Há quem conte que viveram seus últimos dias na Irlanda. Além deste famoso hóspede, o hotel também contou em varias ocasiões com o aviador e escritor Antoine de Siant-Exüpery, autor e criador do personagem “O Pequeno Principe”, que a propósito, tem o cenário desta famosa história inspirado na Patagônia. Suas estadas por esta parte do planeta se davam em função de ser Exüpery, aviador da cia Postal (Correios aéreos). E suas escalas se davam em Trelew. Em suas memórias faz grandes elogios a qualidade do hotel. Também no jardim interno do antigo hotel circulam livres Tartarugas naturais da Patagônia. Uma outra página da história da Patagônia também teve palco em Trelew e o Hotel como coadjuvante. Trata-se da execução em 1972, pela ditadura Argentina de 16 jovens que se rebelavam contra o regime totalitário. O café do hotel era o local de suas reuniões e discursos. Encerrei este magnífico tour histórico, tomando um café no antigo café, circundado por rótulos antiguíssimos, das mais variadas bebidas. Um ambiente que merece apreciação com vagar, imaginando este tempos antigos desta parte tão incomum de nosso planeta.

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (3° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 3° Parte

Punta Delgada a Puerto Madry (Parque Nacional Península Valdez)
Quilometragem Parcial:   343,5 km (de Puerto Pirâmide a Puerto Madry)
Quilometragem Total: 3.133,2 km
De Punta Delgada, último ponto de contato visual com o Altlantico, tomamos o último trecho que nos levaria novamente ao asfalto. Nesta etapa, poderíamos avistar as duas salinas existentes na península, as Salina Chica e a Salina Grande, que se distinguem por estarem entre as mais profunda do Argentina profundidade negativa em relação ao nível do mar de (-)35 e (-)42 respectivamente abaixo do nível do mar. A Salina Chica permitia acesso por uma estrada estreitíssima e muito irregular, e aqui comprovou-se a robustez do Yete e a valia de um Motor forte e uma dupla tração. Os três quilômetros, exceção feita a aventura da estrada, não renderam boas imagens. Seguimos nosso roteiro nos despedindo da Península Valdez, rumando a Puerto Madry, onde pretendíamos pernoitar. Antes precisaríamos abastecer de mantimento nossa casa. Roxos de fome e cansadíssimos (o dia foi maravilhoso, mas intenso), conseguimos finalmente ancorrar o yete em frente ao Porto com uma privilegiadíssima vista para o mar. Não conseguimos estacionar o MH no estacionamento do Porto, sugestão dada pelo aplicativo iOverlander, por este estar fechado, pois no dia seguinte ancoraria um transatlântico cruzeiro neste Porto.

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (2° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 2° Parte 
Punta Norte a Punta Delgada (Parque Nacional Península Valdez) 

De Punta Norte seguimos sentido sul com o mar a nossa esquerda, até Caleta Valdez. No caminho uma pinguinera e o incrível cenário do local. Antes de chegar em Caleta Valdez, nos pareceu familiar uma casinha em meio ao descampado. Se tratava de nada menos que a casa utilizada como cenário do filme “Farol das Orcas”, uma linda história da relação entre Orcas e homens que havíamos a algum tempo assistindo e que muito nos emocionou. O mote é o tratamento de um menino espanhol autista que consegue reagir e expressar emoções de alegria e entusiasmo quando as vê. Um dia o menino estava assistindo TV, quando um documentário mostrava um guarda parque mantendo contato com baleias Orcas, consideradas extremamente agressivas e predadoras. Sua mãe ao ver a reação do filho, que expressava ali um grande sorriso de felicidade decide leva-lo aos confins da Patagônia para encontrar este guarda parque que se comunica com as Orcas, para possibilitar a mesma experiência ao filho. A história se desenrola a partir desse mote e do encontro destas três vidas, do menino, da mãe e do guarda parque. Esta história é baseada em fatos reais, porém foi adaptada não segue na plenitude os fatos como no filme. Este guarda parque fez algo extraordinário, mas também sofreu sérias consequências desta sua experiência. Não foi bem visto pelas autoridades e colegas. Hoje vive em Puerto Madry, palestrando. A produção do filme é Spanico-Argentina e recomendamos muito. De Caleta Valdez, o que chamou a atenção foi a formação Rochosa à beira mar, fazendo um colorido do limo verde com a pedra negra e o mar azul, rendendo imagens impressionantes. De Punta Valdez, a próxima parada seria em Punta Delgada, uma propriedade particular onde um antigo Farol ainda hj funciona. No local também há um restaurante e um hotel. Uma linda e bem cuidada propriedade. Lá novamente podemos do alto de uma falésia, ver os lobos e elefantes marinhos em meio a formações rochosas aparentes e coloridas de algas, fruto da maré baixa naquele momento.

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (1° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 1º Parte
Puerto Pirâmides a Punta Norte (Parque Nacional Península Valdez)
Dia de percorrer o Parque Nacional Península Valdez cujo circuito somam 226,2 km do mais legítimo Rípio. Neste parque, um santuário da fauna e flora da Patagônia Maritma, existem diversas espécies de animais costeiros e do mar, entre mamíferos, peixes e aves, além da flora característica desta parte da “estepe” Patagônica, espinho, touceiras e capim, que combinam muito bem com o clima seco do local. Adentramos a zona protegida do parque rumo a Punta Norte. No caminho avistamos Guanacos (um camelidio só encontrado na Patagônia), o Peludo (Um tipo de tatu), a Martineta Comum (uma espécie de codorna do tamanho de uma galinha). Após 75 km chegamos a Punta Norte. Uma passarela muita próxima da praia guardava centenas de lobos marinhos e leões marinhos. Além de inúmeros pássaros marinhos. O período era de nascimento de filhotes. Vimos vários recém nascidos. Recém nascidos mesmo, pois ainda ao lado víamos as placentas sendo disputadas pelas gaivotas e outros pássaros. Um espetáculo não comum a nós. Estávamos maravilhados com as peleias entre os machos de lobo marinho defendendo seu território e suas fêmeas, podendo este chegar a possuir 16 fêmeas.

Patagônia - 7° Dia - 02/01/19

7° dia - 02/01/19
Las Grutas a Puerto Pirâmide
Quilometragem Parcial:  336,5 km
Quilometragem Total: 2.789,7 km

Deixamos Las Grutas logo cedo, e retornamos uns 10 km até o entroncamento da 03 com a 251, para abastecermos os MH com combustível e água. Existem dois postos de combustível neste entroncamento. Um da YPF e outro da Shell. No YPF havia uma fila quilométrica (no dia anterior já havia notado este mesmo fato). Já no Shell nada de movimento. Conseguimos abastecer, porém não conseguimos água. O motivo era a falta de nafta no Shell. Porém Diesel, havia. Um alerta para quem vai a Patagônia. Relativamente comum faltar combustível em função das distâncias dos distribuidores. Abastecemos, tomamos novamente nosso desayuno porem não conseguimos água. Seguimos viagem agora pela Ruta 03. Em Sierra Grande, uma pequeníssima cidade as margens da Ruta 03, novamente paramos para abastecer, porém neste posto não havia diesel, mas havia água. Enquanto abastecia a água aproveitei o Wi-Fi do posto para atualizar o diário de bordo. Seguimos nossa viagem até finalmente alcançarmos as cancelas de acesso ao Parque Nacional Península Valdêz

Patagônia - 6° Dia - 1°/01/19

6° Dia - 1º/01/19
Cel Pringles a Las Grutas
Quilometragem Parcial:  526 km
Quilometragem Total: 2.453,2 km

Nos despedimos da pitoresca e simpática Cel Pringles rumo ao sul. Antes abastecemos o MH e tomamos um “desayuno” energizante formado por café com “leche e três médias Lunas” na “Estacion de Servicio” YPF, a cerca de 4 km de Pringles. Este procedimento passou a ser uma rotina. As crianças continuavam dormindo e ficariam por um bom tempo, ou melhor, por muitos kms. Retomamos a Ruta 51, em direção à Bahia Blanca. Recebemos do Sr. Sérgio Rey a indicação de conhecermos a cidade de Sierra de La Ventana, na cordilheira do mesmo nome, local de prática de trekking e esportes de natureza e conforme ele, lindo com muitos “sendeiros” para percorrer a natureza da região, e que valeria a pena conhecer. Infelizmente comprometeria muito nosso roteiro já apertado e atrasado. Resolvemos seguir, até alcançarmos Bahia Blanca. Lá estacionei nas sombras de eucaliptos do acesso a “sociedade rural”, as margens da 03, local onde as crianças tomaram seu café da manhã. Após seguimos pela ruta 22 por bons kms na busca da ruta 251, paralela à 03 no sentido sul. 

Patagônia - 5° dia - 31/12/18 (2° Parte)

5º Dia - 31/12/18 - 2º Parte. 
Azul a Cnel Bringles
Quilometragem Parcial:  463,9 km
Quilometragem Total: 1.927,2 km

Seguimos nossa viagem nos despedindo do amável Santiago, optando por acessar a Ruta 51, paralela no sentido Sul a Ruta 03, com a pretensão de rodar o máximo possível, já conscientes que não alcançaríamos Bahia Blanca. Também não estávamos com intenção de ser ela nossa parada para pernoite por se tratar de uma cidade grande e portanto com os riscos inerentes à está condição. No desenrolar da viagem visualizamos a cidade de cel Bringles (sim o mesmo nome das famosas batatas fritas), como possibilidade de pernoite. Eu não estava levando muita fé e pensava ser ela uma cidade muito mal cuidada e feia. Ao menos esta foi a minha expectativa. Não constava em guia algum e o próprio GPS não ampliava seu traçado (sua planta baixa). Lá chegando, logo na entrada, nos deparamos comum suntuoso Cemitério, sinalizando que o local já havia sido ou era composto por pessoas de muitas posses. 


Patagônia - 5° dia - 31/12/18 (1° Parte)

5° dia - 31/12/18 - 1º Parte. 
Uribelarrea a Azul


Partimos cedo do pitoresco Pueblo de Uribelarrea e optamos pela ruta 43, pois passaria pela cidade de Lobos, que me causava curiosidade pois se trata da cidade natal do mais famoso presidente Argentino, Juan Pablo Peron. A ideia era ver se não havia nada de curioso a respeito deste fato nesta cidade. Constatamos que fora uma placa que infelizmente não fotografamos na entrada da cidade,fazendo menção a este fato, a outra referência era uma simples indicação de forma muito discreta e não clara a casa Natal de Peron, hoje transformada em museu. Não a encontramos. Seguimos viagem pela ruta 43 que nos levaria a Ruta 03, sendo que nesta tivemos momentaneamente nosso deslocamento interrompido pelo fechamento da via em função da passagem do trem sobre os trilhos que cortavam a rodovia. Terminada a Ruta, chegamos ao entroncamento da Famosíssima Ruta. Nacional 03 (RN3), que nos seus 3074 km que se iniciam em Buenos Aires, tem seu final na Baia de Lapataia, no Parque Nacional Terra do Fogo em Ushuaia, onde termina. 


Patagônia - 4° dia - 30/12/18

4º dia - 30/12/18
Salto (Termas de Daiman) - Uruguai à Uribelarrea (Cañuelas / Argentina)
Quilometragem Parcial:  520,1 km
Quilometragem Total: 1.463,3 km
Noite muito bem dormida. Somente despertamos em função do barulho de uma ventania, preludiando uma forte tormenta. Já era manhã e portanto levantamos e recolhemos a roupa lavada no dia anterior e estendida no varal que instalamos. Recolhemos também fio de luz e os calços do MH. A chuva veio forte e refrescante. Tomamos nosso café, faxinamos como sempre o MH e seguimos viagem nos despedindo deste simpático lugar. Na fronteira com a Argentina, pouco movimento e trâmites muito rápidos. E por incrível que pareça com um fiscal aduaneiro muito simpático. Seguimos até alcançarmos a ruta 14, que corta a província de Entre Rios, até Buenos Aires. Gostaríamos de ultrapassar a altura de Buenos Aires, e seguimos tranquilo no ritmo do Yete. 

Patagônia - 3° dia - 29/12/18

3º dia - 29/12/18
Rivera à Salto (Termas de Daiman) - Uruguai. 

Quilometragem Parcial: 325,5 km
Quilometragem Total: 943,2 km
Depois de um dia de contra-tempos, estávamos prontos para seguir viagem. Ingressamos no pequeno mas instigante Uruguai, primeiro até a cidade de Taquarembó, onde paramos no parque local, um lugar muito bonito no centro desta cidade Uruguaia. Comemos um lanche, esticamos nossas pernas e seguimos viagem pelos campos de pampa original do pequeno mas imenso Uruguai. Uruguai com seus mistérios, sua mística e seu ritmo todo especial. Chegamos por volta de 16:00 hrs em Salto, no nosso já conhecido camping das termas de Daiman. O dia havia sido extremamente quente. Sem exageros, calor de derreter o asfalto, fato constatado pelo pinche respingado no MH. Instalamos o Yete, e à tardinha pelas 18:00 hrs fomos as piscinas do parque aquático. Que privilégio tem este povo que pode usufruir de um belíssimo parque de piscinas térmicas até as 23:00 da noite. Muito bom e super acessível o ingresso. Após relaxar, pois depois dos perrengues do dia de ontem merecíamos, e muito brincar, voltamos ao camping e brindamos o dia com um gostosíssima pizza acompanhado daquele vinho para lá de especial. Todos “desmaiamos” após o jantar, em função do cansaço e do relaxamento das piscinas termais. Poucas vezes dormi tão bem.

Patagônia - 2º Dia - 28/12/18

2º dia - 28/12/18
Santa Margarida do Sul à Rivera
Quilometragem Parcial: 221,5 km
Quilometragem Total: 617,7 km


O segundo dia de nossa viagem nos reservou uma lista de contra tempos. Alguns quase beirando ao perrengue. Mas sorte que tudo acabou bem, e exercitamos nossa capacidade de sair destas situações com muita calma e equilíbrio. Logo cedo, alguns km após nossa partida, entre Rosário do Sul e Santana do Livramento (80 km desta última) senti o asfalto diferente, e segundos depois o MH começou a perder o curso. Havíamos furado o pneu dianteiro. Trocar o pneu de uma F4000, transformada em MH, não é o mesmo que trocar o pneu de um Uno. A começar pelo peso dos pneus, altura do estepe e quantidade de porcas ultra apertadas para desapertar. Por isto se faz necessário equipamento, e no nosso caso dois em especial fizeram a diferença. O Guincho para descer e içar o estepe que fica preso na parte traseira do MH a mais de 1,80 de altura e o desforcimetro, um equipamento que adquiri a pouco tempo, por sugestão de um borracheiro que tem a simples, mas valiosa função de desatarraxar as porcas sem muito esforço. Outro aspecto que é fundamental nestas situações, como já disse, é fazer tudo com calma. Reformatar o cérebro, que no nosso caso está focado em um cronograma de viagem bem apertado, com muitos km e poucos dias, para o módulo, “relaxa e curte o aprendizado”. Nestes imprevistos a melhor opção é relaxar, e mãos à obra com muita tranquilidade, passo a passo. O produto final é mais experiência e conhecimento. 

Patagônia - 1º Dia - 27/12/18

PATAGÔNIA
1º Dia - 27/12/18
Trajeto = Rolante (BR) - Santa Margarida do Sul (BR)
Quilometragem Parcial= 396,2 km
Quilometragem Total= 396,2 km
Pernoite = Posto Ipiranga de Santa Margarida do Sul (BR290)

Hoje iniciamos a realização de mais um projeto de viagem. Partimos rumo a Patagônia, com a intenção de revisitar locais que conhecemos em nossa primeira viagem de moto em 2008, viagem que denominamos de "Álvaro e Adelaide no Fim do Mundo", quando percorremos praticamente toda a Ruta 03 no sentido Sul, até Ushuaia e após, no retorno, no sentido Norte, conhecendo diversos pontos fantásticos de nossa cordilheira, como Torres del Paine, Glaciar Perito Moreno e outros. Na parte da manhã deste dia de partida, de forma muito tranquila nos dedicamos aos últimos preparativos para a viagem. Pequenos detalhes que são procrastinados, o que nos fazem atrasar a saída. O planejamento e a execução de uma viagem como esta é um eterno aprendizado e apesar da nossa experiência já significativa, continuamos apreendendo e também falhando em alguns aspectos. Este que envolve os preparativos e arrumação para que cumpramos com o horário e data de saida é um deles, porém neste ano melhoramos sensivelmente. Um dos detalhes finais da manhã foi a afixação de um adesivo do Grupo de Proprietários de Motor Home F4000, um grupo de experientes viajantes, que muito tem agregado para o meu conhecimento. As duas portas da cabine, agora ostentariam esta honrosa participação neste grupo.