Patagônia - 11° Dia - 06/01/19

11º Dia - 06/01/19 - 1º Parte
Comodoro Rivadávia a Fitz Roy
Quilometragem parcial do trecho:153 km
Quilometragem total: 3919,2 km

Seguimos nossa viagem rumo ao Sul. Precisávamos abastecer pois o posto Petrobras que pernoitamos não estava aceitando “targeta” (cartão de crédito). Portanto deveríamos abastecer em Caleta Oliva a 90 km de Rivadávia. Ainda em Comodoro, já na sua saída, me chamou a atenção um grande pátio de demolição de carros destruídos (um ferro velho). Não sei porque estas imagens me atraem, hehehe. O fato é que o cenário parecia um filme pós apocalíptico ou aqueles filmes de zumbi tipo “Walking Dead”, e não resisti à vontade de parar e fotografar. A solidão ganha outro significado aqui na Patagônia e me pareceu sensacional esta imagem neste cenário. Mais adiante parei novamente para mostrar ao Artur as inúmeras grandes “bombas” de extração de petróleo, comum por estas bandas, pois comodoro Rivadávia tem sua pujança calcada principalmente na extração deste mineral. Por isso também é uma cidade muito cara. 

Patagônia -10° Dia - 05/01/19

10° Dia - 05/01/19
Camarrones (Reserva Natural Cabo dos Bahias) a Comodoro Rivadavia.
Quilometragem Parcial: 323,4 km 
Quilometragem Total: 3.766,2 km
Despertamos cedo para nos dirigirmos a Reserva Natural Cabo dos Bahias, distante 30 km de Camarrones, por uma estrada de Rípio. Cabo das Bahias é uma Pinguineira em um local fantástico de beleza ímpar. Já o caminho que leva ao parque, margeando o oceano atlântico de um azul incrível, é muito lindo. Este azul, contrastando com o verde dos arbustos e amarelo dos capins característicos da região e o preto e vermelho das rochas, faz da paisagem algo extraordinário. Chegando a este templo da natureza vemos Guanacos, pinguins de Magalhães, pássaros aquáticos, lobos marinhos, convivendo em harmonia. Uma passarela de alumínio, nos permite chegar bem próximo aos animais, que por sua vez não tem medo do homem, pois ali são respeitados. A distância do parque e sua vizinha Punta Tombo (a principal pinguinera da região), fazem cabo das Bahias não ser muito conhecido e visitado. Apreciamos com muito vagar e silêncio este espetáculo emocionante da natureza.

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (2° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 2° Parte 
Quilometragem Parcial do trecho: 244,5 km - Trelew a Camarrones
Quilometragem Parcial: 309,6 km - Puerto Madry a Camarrones
Quilometragem Total: 3.442,8 km
Após a fantástica visita ao hotel Touring, nos despedimos da cidade de Trelew, colonizada por imigrantes Galeses. No caminho, observando a Aridez do solo e o vento forte característico da Patagônia que já se manifestava forte, fiquei pensando no que fizeram estes imigrantes optar por estas terras para construírem seu futuro. Aqui, isolados de tudo, estabeleceram propriedades produtivas não só em Trelew, mas também Gaiman e outras, as margens do Vale do Rio Chubut. Tiveram contato com o índios Teuelches e com este conviveram e fizeram aqui a sua história. Em meio a estes pensamentos, entre um chimarrão e outro, alcançamos o quilômetro 1499 da Ruta 03, que elegemos simbolicamente como a metade desta Carretera (na verdade um marco não preciso da metade, mas gostamos do número. Bem da verdade queríamos o km 1500, mas não existia mais a plaquinha de indicação). Lá paramos para repetir um foto que fizemos em 2017 quando também estivemos nesta região na busca de alcançar a Carretera Austral no Chile. 

Patagônia - 9° dia - 04/01/19 (1° Parte)

9° dia - 04/01/19 - 1° Parte
Puerto Madry a Trelew
Quilometragem parcial do trecho: 65,1 km
Quilometragem Total: 3.198,3 km

Despertamos com o Transatlântico Cruzeiro atracando no Porto bem em frente à nossa “varanda”. Como sempre, tomamos as providências matinais de faxina e organização e seguimos viagem. Na saída de Puerto Madry, retrocedemos 3 km para abastecermos de combustível e água o MH em um posto YPF. Lá um trailer vendendo cerejas me interessou. Fui averiguar e constatamos ser de uma qualidade incrível e sem nada de químicos. O fruto vendido ali por uma cooperativa de produtores de Gaiman (Cooperativa de Productores Integrados de Cerezas Ltda), era tipo exportação e simplesmente divino. O produtor que estava lá atendendo, muito falante, nos explicou todo o processo. Compramos uma caixinha de 2,5 kg e creio que ele tenha simpatizado conosco, pois nos presenteou com mais meio quilo, que tratamos de comer no caminho. Incrivelmente ótimo. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (3° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 3° Parte
Punta Delgada a Puerto Madry (Área natural Península Valdés)
Quilometragem Parcial:   343,5 km (de Puerto Pirâmide a Puerto Madry)
Quilometragem Total: 3.133,2 km

De Punta Delgada, último ponto de contato visual com o Altlântico, tomamos o derradeiro trecho que nos levaria novamente ao asfalto. Nesta etapa, poderíamos avistar as duas salinas existentes na península, a Salina Chica e a Salina Grande, que se distinguem por estarem entre as mais profunda do Argentina, sendo profundidade negativa em relação ao nível do mar de (-)35 e (-)42 respectivamente m.a.n.m (metros abaixo do nível do mar). A Salina Chica permitia acesso por uma estrada estreitíssima e muito irregular, e aqui comprovou-se a robustez do Yete e a valia de um Motor forte e uma dupla tração. Os três quilômetros, exceção feita a aventura da estrada, não renderam boas imagens. Seguimos nosso roteiro nos despedindo da Península Valdes, rumando a Puerto Madry, onde pretendíamos pernoitar. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (2° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 2° Parte 
Punta Norte a Punta Delgada (Área natural Península Valdés)

De Punta Norte seguimos sentido sul com o mar a nossa esquerda, até Caleta Valdes. No caminho uma pinguinera e o incrível cenário do local. Antes de chegar em Caleta Valdes, nos pareceu familiar uma casinha em meio ao descampado. Se tratava de nada menos que a casa utilizada como cenário do filme “Farol das Orcas”, uma linda história da relação entre Orcas e homens que havíamos a algum tempo assistindo e que muito nos emocionou. O mote é o tratamento de um menino espanhol autista que consegue reagir e expressar emoções de alegria e entusiasmo quando as vê. Um dia o menino estava assistindo TV, quando um documentário mostrava um guarda parque mantendo contato com baleias Orcas, consideradas extremamente agressivas e predadoras. Sua mãe ao ver a reação do filho, que expressava ali um grande sorriso de felicidade decide levá-lo aos confins da Patagônia para encontrar este guarda parque que se comunica com as Orcas, para possibilitar a mesma experiência ao filho. A história se desenrola a partir desse mote e do encontro destas três vidas, do menino, da mãe e do guarda parque. 

Patagônia - 8° dia - 03/01/19 (1° Parte)

8° dia - 03/01/19 - 1º Parte
Puerto Pirâmides a Punta Norte (Área natural Península Valdés)
Dia de percorrer Área natural protegida pela província de Chubut, Península Valdés, cujo circuito somam 226,2 km do mais legítimo Rípio. Neste parque, um santuário da fauna e flora da Patagônia Marítma, existem diversas espécies de animais costeiros e do mar, entre mamíferos, peixes e aves, além da flora característica desta parte da “estepe” Patagônica, espinho, touceiras e capim, que combinam muito bem com o clima seco do local. Adentramos a zona protegida do parque rumo a Punta Norte. No caminho avistamos Guanacos (um camelidio só encontrado na Patagônia), o Peludo (Um tipo de tatu), a Martineta Comum (uma espécie de codorna do tamanho de uma galinha). Após 75 km chegamos a Punta Norte. 

Patagônia - 7° Dia - 02/01/19

7° dia - 02/01/19
Las Grutas a Puerto Pirâmide
Quilometragem Parcial:  336,5 km
Quilometragem Total: 2.789,7 km

Deixamos Las Grutas logo cedo, e retornamos uns 10 km até o entroncamento da 03 com a 251, para abastecermos os MH com combustível e água. Existem dois postos de combustível neste entroncamento. Um da YPF e outro da Shell. No YPF havia uma fila quilométrica (no dia anterior já havia notado este mesmo fato). Já no Shell nada de movimento. Conseguimos abastecer, porém não conseguimos água. O motivo era a falta de nafta no Shell. Porém Diesel, havia. Um alerta para quem vai a Patagônia. Relativamente comum faltar combustível em função das distâncias dos distribuidores. Abastecemos, tomamos novamente nosso desayuno porem não conseguimos água. Seguimos viagem agora pela Ruta 03. Em Sierra Grande, uma pequeníssima cidade as margens da Ruta 03, novamente paramos para abastecer, porém neste posto não havia diesel, mas havia água. Enquanto abastecia a água aproveitei o Wi-Fi do posto para atualizar o diário de bordo. Seguimos nossa viagem até finalmente alcançarmos as cancelas de acesso ao Parque Nacional Península Valdêz

Patagônia - 6° Dia - 1°/01/19

6° Dia - 1º/01/19
Cel Pringles a Las Grutas
Quilometragem Parcial:  526 km
Quilometragem Total: 2.453,2 km

Nos despedimos da pitoresca e simpática Cel Pringles rumo ao sul. Antes abastecemos o MH e tomamos um “desayuno” energizante formado por café com “leche e três médias Lunas” na “Estacion de Servicio” YPF, a cerca de 4 km de Pringles. Este procedimento passou a ser uma rotina. As crianças continuavam dormindo e ficariam por um bom tempo, ou melhor, por muitos kms. Retomamos a Ruta 51, em direção à Bahia Blanca. Recebemos do Sr. Sérgio Rey a indicação de conhecermos a cidade de Sierra de La Ventana, na cordilheira do mesmo nome, local de prática de trekking e esportes de natureza e conforme ele, lindo com muitos “sendeiros” para percorrer a natureza da região, e que valeria a pena conhecer. Infelizmente comprometeria muito nosso roteiro já apertado e atrasado. Resolvemos seguir, até alcançarmos Bahia Blanca. Lá estacionei nas sombras de eucaliptos do acesso a “sociedade rural”, as margens da 03, local onde as crianças tomaram seu café da manhã. Após seguimos pela ruta 22 por bons kms na busca da ruta 251, paralela à 03 no sentido sul. 

Patagônia - 5° dia - 31/12/18 (2° Parte)

5º Dia - 31/12/18 - 2º Parte. 
Azul a Cnel Bringles
Quilometragem Parcial:  463,9 km
Quilometragem Total: 1.927,2 km

Seguimos nossa viagem nos despedindo do amável Santiago, optando por acessar a Ruta 51, paralela no sentido Sul a Ruta 03, com a pretensão de rodar o máximo possível, já conscientes que não alcançaríamos Bahia Blanca. Também não estávamos com intenção de ser ela nossa parada para pernoite por se tratar de uma cidade grande e portanto com os riscos inerentes à está condição. No desenrolar da viagem visualizamos a cidade de cel Bringles (sim o mesmo nome das famosas batatas fritas), como possibilidade de pernoite. Eu não estava levando muita fé e pensava ser ela uma cidade muito mal cuidada e feia. Ao menos esta foi a minha expectativa. Não constava em guia algum e o próprio GPS não ampliava seu traçado (sua planta baixa). Lá chegando, logo na entrada, nos deparamos comum suntuoso Cemitério, sinalizando que o local já havia sido ou era composto por pessoas de muitas posses. 


Patagônia - 5° dia - 31/12/18 (1° Parte)

5° dia - 31/12/18 - 1º Parte. 
Uribelarrea a Azul


Partimos cedo do pitoresco Pueblo de Uribelarrea e optamos pela ruta 43, pois passaria pela cidade de Lobos, que me causava curiosidade pois se trata da cidade natal do mais famoso presidente Argentino, Juan Pablo Peron. A ideia era ver se não havia nada de curioso a respeito deste fato nesta cidade. Constatamos que fora uma placa que infelizmente não fotografamos na entrada da cidade,fazendo menção a este fato, a outra referência era uma simples indicação de forma muito discreta e não clara a casa Natal de Peron, hoje transformada em museu. Não a encontramos. Seguimos viagem pela ruta 43 que nos levaria a Ruta 03, sendo que nesta tivemos momentaneamente nosso deslocamento interrompido pelo fechamento da via em função da passagem do trem sobre os trilhos que cortavam a rodovia. Terminada a Ruta, chegamos ao entroncamento da Famosíssima Ruta. Nacional 03 (RN3), que nos seus 3074 km que se iniciam em Buenos Aires, tem seu final na Baia de Lapataia, no Parque Nacional Terra do Fogo em Ushuaia, onde termina. 


Patagônia - 4° dia - 30/12/18

4º dia - 30/12/18
Salto (Termas de Daiman) - Uruguai à Uribelarrea (Cañuelas / Argentina)
Quilometragem Parcial:  520,1 km
Quilometragem Total: 1.463,3 km
Noite muito bem dormida. Somente despertamos em função do barulho de uma ventania, preludiando uma forte tormenta. Já era manhã e portanto levantamos e recolhemos a roupa lavada no dia anterior e estendida no varal que instalamos. Recolhemos também fio de luz e os calços do MH. A chuva veio forte e refrescante. Tomamos nosso café, faxinamos como sempre o MH e seguimos viagem nos despedindo deste simpático lugar. Na fronteira com a Argentina, pouco movimento e trâmites muito rápidos. E por incrível que pareça com um fiscal aduaneiro muito simpático. Seguimos até alcançarmos a ruta 14, que corta a província de Entre Rios, até Buenos Aires. Gostaríamos de ultrapassar a altura de Buenos Aires, e seguimos tranquilo no ritmo do Yete. 

Patagônia - 3° dia - 29/12/18

3º dia - 29/12/18
Rivera à Salto (Termas de Daiman) - Uruguai. 

Quilometragem Parcial: 325,5 km
Quilometragem Total: 943,2 km
Depois de um dia de contra-tempos, estávamos prontos para seguir viagem. Ingressamos no pequeno mas instigante Uruguai, primeiro até a cidade de Taquarembó, onde paramos no parque local, um lugar muito bonito no centro desta cidade Uruguaia. Comemos um lanche, esticamos nossas pernas e seguimos viagem pelos campos de pampa original do pequeno mas imenso Uruguai. Uruguai com seus mistérios, sua mística e seu ritmo todo especial. Chegamos por volta de 16:00 hrs em Salto, no nosso já conhecido camping das termas de Daiman. O dia havia sido extremamente quente. Sem exageros, calor de derreter o asfalto, fato constatado pelo pinche respingado no MH. Instalamos o Yete, e à tardinha pelas 18:00 hrs fomos as piscinas do parque aquático. Que privilégio tem este povo que pode usufruir de um belíssimo parque de piscinas térmicas até as 23:00 da noite. Muito bom e super acessível o ingresso. Após relaxar, pois depois dos perrengues do dia de ontem merecíamos, e muito brincar, voltamos ao camping e brindamos o dia com um gostosíssima pizza acompanhado daquele vinho para lá de especial. Todos “desmaiamos” após o jantar, em função do cansaço e do relaxamento das piscinas termais. Poucas vezes dormi tão bem.

Patagônia - 2º Dia - 28/12/18

2º dia - 28/12/18
Santa Margarida do Sul à Rivera
Quilometragem Parcial: 221,5 km
Quilometragem Total: 617,7 km


O segundo dia de nossa viagem nos reservou uma lista de contra tempos. Alguns quase beirando ao perrengue. Mas sorte que tudo acabou bem, e exercitamos nossa capacidade de sair destas situações com muita calma e equilíbrio. Logo cedo, alguns km após nossa partida, entre Rosário do Sul e Santana do Livramento (80 km desta última) senti o asfalto diferente, e segundos depois o MH começou a perder o curso. Havíamos furado o pneu dianteiro. Trocar o pneu de uma F4000, transformada em MH, não é o mesmo que trocar o pneu de um Uno. A começar pelo peso dos pneus, altura do estepe e quantidade de porcas ultra apertadas para desapertar. Por isto se faz necessário equipamento, e no nosso caso dois em especial fizeram a diferença. O Guincho para descer e içar o estepe que fica preso na parte traseira do MH a mais de 1,80 de altura e o desforcimetro, um equipamento que adquiri a pouco tempo, por sugestão de um borracheiro que tem a simples, mas valiosa função de desatarraxar as porcas sem muito esforço. Outro aspecto que é fundamental nestas situações, como já disse, é fazer tudo com calma. Reformatar o cérebro, que no nosso caso está focado em um cronograma de viagem bem apertado, com muitos km e poucos dias, para o módulo, “relaxa e curte o aprendizado”. Nestes imprevistos a melhor opção é relaxar, e mãos à obra com muita tranquilidade, passo a passo. O produto final é mais experiência e conhecimento. 

Patagônia - 1º Dia - 27/12/18

PATAGÔNIA
1º Dia - 27/12/18
Trajeto = Rolante (BR) - Santa Margarida do Sul (BR)
Quilometragem Parcial= 396,2 km
Quilometragem Total= 396,2 km
Pernoite = Posto Ipiranga de Santa Margarida do Sul (BR290)

Hoje iniciamos a realização de mais um projeto de viagem. Partimos rumo a Patagônia, com a intenção de revisitar locais que conhecemos em nossa primeira viagem de moto em 2008, viagem que denominamos de "Álvaro e Adelaide no Fim do Mundo", quando percorremos praticamente toda a Ruta 03 no sentido Sul, até Ushuaia e após, no retorno, no sentido Norte, conhecendo diversos pontos fantásticos de nossa cordilheira, como Torres del Paine, Glaciar Perito Moreno e outros. Na parte da manhã deste dia de partida, de forma muito tranquila nos dedicamos aos últimos preparativos para a viagem. Pequenos detalhes que são procrastinados, o que nos fazem atrasar a saída. O planejamento e a execução de uma viagem como esta é um eterno aprendizado e apesar da nossa experiência já significativa, continuamos apreendendo e também falhando em alguns aspectos. Este que envolve os preparativos e arrumação para que cumpramos com o horário e data de saida é um deles, porém neste ano melhoramos sensivelmente. Um dos detalhes finais da manhã foi a afixação de um adesivo do Grupo de Proprietários de Motor Home F4000, um grupo de experientes viajantes, que muito tem agregado para o meu conhecimento. As duas portas da cabine, agora ostentariam esta honrosa participação neste grupo. 

6° Dia (2° Parte) - Relembrando a Ruta 03 e descobrindo uma cidade Galesa

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
6º Dia (2º Parte) = 17/01/2017
Trajeto = La Loberia (AR) - Gaiman (AR)
Quilometragem =  565 km
Pernoite = As margens da praça Central da Cidade de Gaiman

Após este momento mágico junto a este santuário de Lobos Marinhos, retomamos nossa viagem e ingressamos na nossa velha conhecida ruta 03. Avançávamos por ela, lembrando nossa viagem de 2008, quando à percorremos com uma motocicleta Falcon, carregada de bagagem, estando eu como piloto e a Adelaide como Garupa. Foi nossa primeira grande viagem de moto, alguns meses após eu ter apreendido a pilotar. Olhando, com o olhar de hoje para este feito, concluo quase como inacreditável ter pensado e realizado esta viagem naquelas condição de pouquíssima experiência. Porém mais uma vez concluo também, que o impossível é apenas um paradigma que insistem em fazer a gente acreditar, e que serve para limitar e tolher nossos sonhos e projetos. 

5° Dia - A cidade afogada e o reencontro com a Patagônia

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
5º Dia = 16/01/2017
Trajeto = Carhué (AR) - Viedma (AR)
Quilometragem =  465 km
Pernoite = Avenida Beira Rio, as margens do Rio Negro

A ideia era tomarmos nosso café da manhã junto as ruínas de Epicuen. Não distante mais do que 5 km do centro de Caruhé. Buscamos antes, junto ao centro de informações turísticas, mais subsídios sobre esta região de águas termais. Dali, nos deslocando até este sítio tão interessante e instigante  que são a ruínas do antigo balneário de Epicuen. Começamos a ver o quanto esta paisagem se tornou única pelo alagamento de águas absolutamente salobras. As árvores mortas hoje parecem artificiais, com seus troncos e galhos secos, brancos, parecendo petrificados. O sal do lago Epicuen não deixando a vida se criar. Porém mesmo assim a natureza através de bandos de flamingos e patos nativos da região nos saudava pelo caminho. Chegando a entrada da cidade fantasma, buscamos um local com sombra para nosso café da manhã. Estacionamos

4° Dia - O Buquebus e a entrada na Argentina

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
4º Dia = 15/01/2017
Trajeto = Colônia do Sacramento (UR) – Carhué (AR)
Quilometragem = 62 km da travessia de Ferry Boat entre Colônia do Sacramento e Buenos Aires, e 540 km de Buenos Aires a Carhué.
Pernoite = Praça Central da cidade de Carhué.

Hoje seria o dia de ingressarmos na Argentina, através de um meio e um caminho não feito ainda por nós. Faríamos a travessia do Rio da Prata através do famoso Ferry Boat da empresa Buquebus. Nosso horário estava previsto para as 10:00, porém deveríamos estar no porto 1(uma) hora antes do horário de partida, para as providências de embarque e manobra do veículo. Despertamos cedo e novamente levamos nosso Motor Home para a área verde as margens do Prata. Acordamos as crianças, fizemos nossas torradas como café da manhã e nos dirigimos ao porto, bem próximo dali. Ingressamos e o funcionário nos pede para colocar o Motor Home junto a duas motos, pois seríamos os últimos a embarcar, por conta do tamanho do Motor Home. Somente o motorista pode manobrar o veículo para dentro do Ferry, o restante dos passageiros ingressa na embarcação pelo terminal de passageiros, caminhando. Estacionamos no local indicado e nos dirigimos ao terminal de passageiros para as providencias de check-in, aduana e imigração, pois ao passar por estes trâmites, mesmo em território Uruguaio, já oficialmente entramos na Argentina.

3° Dia - Colônia do Sacramento

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
3º Dia = 14/01/2017
Trajeto = Passeio na cidade Colônia do Sacramento (UR)
Quilomentragem = 30 km percorridos (aproximadamente)
Pernoite = Plaza Major de Colônia (no Centro histórico da cidade)

Despertamos, eu e a Adelaide, e resolvemos deslocar o Motor Home para as margens do Rio da Prata, em uma área verde, que certamente serve de lazer aos moradores locais, pertinho de onde pernoitamos. Lá tomaríamos nosso café da manhã para então explorar a cidade. Neste dia inauguramos uma dinâmica que se repetiria, e foi uma importante adaptação na viagem. Assim que acordávamos, organizávamos o Motor home, desfazendo o sofá cama, onde dormíamos, as crianças continuavam dormindo. Desta forma, seguíamos viagem e ganhávamos terreno, para então tomar café quando elas despertassem. Normalmente conseguíamos com isto andar mais de 100 km o que se mostrava muito eficaz em uma jornada de tanto volume.

2° Dia - O charmoso Uruguai

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
2º Dia = 13/01/2017
Trajeto = Chuí – Colônia do Sacramento (UR)
Quilomentragem = 511 km percorridos
Pernoite = Plaza De Armas Manoel Lobo (no Centro histórico da cidade)

Após uma noite muito bem dormida, despertamos e deslocamos o “Bee” para um local mais propício para nosso café da manhã, pois onde estacionamos na noite anterior, estava muito mal cuidado, com lixo e sujeira por todo o lado.

Ainda nos adaptavamos a dinâmica de vida neste pequeno espaço e a medida que avançávamos íamos encontrando a melhor forma de nos organizarmos.