A Cápsula do Tempo

No Final de 2021, tivemos aqui em casa a ideia de elaborarmos e fazermos uma cápsula do tempo. Logo combinamos a data e discutimos algumas pequenas regras para que a dinâmica de realização da cápsula pudesse ser interessante, divertida e marcante. 

Então decidimos que faríamos a "cerimônia" da cápsula no dia 20 de Janeiro de 2022, dia do aniversário do Davi. 

Além disso elaboramos uma pequena redação com as normas que "oficializariam" nossos combinados.

1° - A data, como já mencionado para o fechamento da cápsula seria dia 20 de Janeiro de 2022, já da data de sua abertura, seria daqui a 10 anos, também no dia 20 de Janeiro, porém de 2032;

2° - Cada membro de nossa pequena família depositaria três objetos, porém guardando segredo do que seriam em relação aos demais;

3° - Também cada membro da família faria uma carta para todos os demais membros e também uma carta para o seu "Eu" do futuro; Portanto haveria a necessidade de se debruçarem sobre a redação de 4 cartas cada um;

Chegado o dia da "cerimônia" de "sepultamento" da cápsula, elaboramos também um vídeo com falas de cada um sobre como se sentiram com todo o processo de elaboração das cartas, escolhas do objeto e participação desta atividade.

Foi um processo muito especial, emocionante e marcante na vida de todos. 

A cápsula agora, hermética e cuidadosamente fechada, foi enterrada no Sítio Wanderlust, propriedade da família, localizada na cidade de Rolante, RS, Brasil, e espera o seu período de descanso e guarda, para um dia ser novamente revelada. 

E o Tempo? Pode ser Encapsulado? O tempo não pode ser encapsulado, pois ele não se congela, e a roda da vida e os ciclos, se completam e se desenvolvem com o passar dos anos, e neste viver cotidiano, o extraordinário se faz nas pequenas e singelas experiências. Há mágica no olhar atento, que renova o milagre do viver e da natureza todos os dias. Não podemos encapsula-lo, mas podemos a partir de vivências genuínas, inteiras e presentes, gerar memórias perenes, e estas sim, retornarem a nós como lembranças lindas e saudáveis de uma vida plena.

Primeiras lições com Guincho Dandara 17.500 Libras

No primeiro dia do ano, recebemos a visita do querido casal Douglas e Simone (DHR Overlander), e combinamos de aproveitar o dia para as primeiras lições com o guincho. Douglas é um grande conhecedor e especialista na lida Off Road. Este lance de olharmos para o guincho foi motivado pelo fato de eu durante a semana tentar desenrolar o guincho sem êxito, e constatando, após pedidos de ajuda por telefone ao Douglas, que havia sido mal enrolado, ficando impossível desenrola-lo manualmente. Na função foi necessário ir puxando o cabo de aço com o veículo do Douglas, em marcha reduzida. Estava totalmente desalinhado e entrelaçado. Creio que isto tenha ocorrido lá na fábrica do Douglas. Função de desenrole feito, levamos o veículo para os fundos do terreno e o amarramos com cinta em uma árvore, para eu ter as primeiras lições de manuseio. Puxamos o Yete estando ele com freio de mão puxado, simulando o peso de um veículo atolado. Foi interessante estas primeiras noções de acoplagem do cabo com a cinta, desenrole e enrole do cabo, atentando para o uso de luvas. Atenção a segurança e cuidados fundamentais, foi de grande valia e um grande aprendizado. Ainda básico, mas já não sou um completo desconhecedor. Ali combinamos a necessidade de compra de mais alguns equipamentos como uma cinta menor de 5 metros, anilhas e uma patesca. E combinamos que no final de semana do dia 15 e 16 iremos "atolar o Yete" para simulação real de um resgate em situação de atolamento. 

Perrengue: Sangrando o Motor da F4000, por pane seca.

No último dia 05/01/2022, estava voltando com o Yete de Canela, da DHR Overlander, onde fizemos um ajuste na ventilação do ar condicionado novo instalado no Motor home, quando já chegando em Rolante, a cerca de 1 km de casa (já na estrada velha), fico sem diesel. Neste mesmo instante a Adelaide preocupada com a minha demora, liga para saber onde eu estava. Irritado, digo a ela que fiquei empenhado. Aqui cabe um esclarecimento: Na troca do tanque do Yete, de 150 para 210 litros, o marcador de reserva, agora acende seu alerta, faltando ainda 50 litros para o seu final. Levando em conta isso, acabei admitindo, para não deixar muito diesel no tanque, rodar com ele na reserva e eu ir "administrando". Tanto que neste dia, antes de subir a Canela abasteci 20 litros. Enfim , o fato é que me atrapalhei. No local da Pane, Adelaide vem me buscar. Resolvo ir buscar Diesel, e ao abastecer o Yete, ele bate o arranque mas não mais liga. Então constato, buscando orientação do Douglas e o Gian (meu mecânico que estava de férias), que entrou ar nos motores e devo sangrá-lo. Porém nunca tinha feito isso e não tinha a menor ideia de como fazê-lo. Este procedimento, já estava na minha lista de aprendizados a serem adquiridos, relacionados a mecânica básica. Não sabia que tão cedo e sozinho o teria. Para realizar a operação busco apoio no youtube e assisto vídeos onde observo o procedimento. Após almoçar, pois já havia passado a hora, convido o Artur a me acompanhar e vamos lá fazer a tal da "sangria" no motor. Para minha imensa alegria, consigo executar. O procedimento na verdade é muito simples, mas como sou um analfabeto em mecânica, qualquer aprendizado é uma descoberta para mim. A função toda rendeu um vídeo que talvez possa ajudar alguém com a mesma situação por aí, assim como um outro vídeo me salvou nesta situação.