Patagônia - 3° dia - 29/12/18

3º dia - 29/12/18
Rivera à Salto (Termas de Daiman) - Uruguai. 

Quilometragem Parcial: 325,5 km
Quilometragem Total: 943,2 km


Depois de um dia de contra-tempos, estávamos prontos para seguir viagem. Ingressamos no pequeno mas instigante Uruguai, primeiro até a cidade de Taquarembó, onde paramos no parque local, um lugar muito bonito no centro desta cidade Uruguaia. Comemos um lanche, esticamos nossas pernas e seguimos viagem pelos campos de pampa original do pequeno mas imenso Uruguai. Uruguai com seus mistérios, sua mística e seu ritmo todo especial. Chegamos por volta de 16:00 hrs em Salto, no nosso já conhecido camping das termas de Daiman. O dia havia sido extremamente quente. Sem exageros, calor de derreter o asfalto, fato constatado pelo pinche respingado no MH. Instalamos o Yete, e à tardinha pelas 18:00 hrs fomos as piscinas do parque aquático. Que privilégio tem este povo que pode usufruir de um belíssimo parque de piscinas térmicas até as 23:00 da noite. Muito bom e super acessível o ingresso. Após relaxar, pois depois dos perrengues do dia de ontem merecíamos, e muito brincar, voltamos ao camping e brindamos o dia com um gostosíssima pizza acompanhado daquele vinho para lá de especial. Todos “desmaiamos” após o jantar, em função do cansaço e do relaxamento das piscinas termais. Poucas vezes dormi tão bem.

Patagônia - 2º Dia - 28/12/18

2º dia - 28/12/18
Santa Margarida do Sul à Rivera
Quilometragem Parcial: 221,5 km
Quilometragem Total: 617,7 km


O segundo dia de nossa viagem nos reservou uma lista de contra tempos. Alguns quase beirando ao perrengue. Mas sorte que tudo acabou bem, e exercitamos nossa capacidade de sair destas situações com muita calma e equilíbrio. Logo cedo, alguns km após nossa partida, entre Rosário do Sul e Santana do Livramento (80 km desta última) senti o asfalto diferente, e segundos depois o MH começou a perder o curso. Havíamos furado o pneu dianteiro. Trocar o pneu de uma F4000, transformada em MH, não é o mesmo que trocar o pneu de um Uno. A começar pelo peso dos pneus, altura do estepe e quantidade de porcas ultra apertadas para desapertar. Por isto se faz necessário equipamento, e no nosso caso dois em especial fizeram a diferença. O Guincho para descer e içar o estepe que fica preso na parte traseira do MH a mais de 1,80 de altura e o desforcimetro, um equipamento que adquiri a pouco tempo, por sugestão de um borracheiro que tem a simples, mas valiosa função de desatarraxar as porcas sem muito esforço. Outro aspecto que é fundamental nestas situações, como já disse, é fazer tudo com calma. Reformatar o cérebro, que no nosso caso está focado em um cronograma de viagem bem apertado, com muitos km e poucos dias, para o módulo, “relaxa e curte o aprendizado”. Nestes imprevistos a melhor opção é relaxar, e mãos à obra com muita tranquilidade, passo a passo. O produto final é mais experiência e conhecimento. Porém os

Patagônia - 1º Dia - 27/12/18

PATAGÔNIA
1º Dia - 27/12/18
Trajeto = Rolante (BR) - Santa Margarida do Sul (BR)
Quilometragem Parcial= 396,2 km
Quilometragem Total= 396,2 km
Pernoite = Posto Ipiranga de Santa Margarida do Sul (BR290)

Hoje iniciamos a realização de mais um projeto de viagem. Partimos rumo a Patagônia, com a intenção de revisitar locais que conhecemos em nossa primeira viagem de moto em 2008, viagem que denominamos de "Álvaro e Adelaide no Fim do Mundo", quando percorremos praticamente toda a Ruta 03 no sentido Sul, até Ushuaia e após, no retorno, no sentido Norte, conhecendo diversos pontos fantásticos de nossa cordilheira, como Torres del Paine, Glaciar Perito Moreno e outros. Na parte da manhã deste dia de partida, de forma muito tranquila nos dedicamos aos últimos preparativos para a viagem. Pequenos detalhes que são procrastinados, o que nos fazem atrasar a saída. O planejamento e a execução de uma viagem como esta é um eterno aprendizado e apesar da nossa experiência já significativa, continuamos apreendendo e também falhando em alguns aspectos. Este que envolve os preparativos e arrumação para que cumpramos com o horário e data de saida é um deles, porém neste ano melhoramos sensivelmente. Um dos detalhes finais da manhã foi a afixação de um adesivo do Grupo de Proprietários de Motor Home F4000, um grupo de experientes viajantes, que muito tem agregado para o meu conhecimento. As duas portas da cabine, agora ostentariam esta honrosa participação neste grupo. Enfim partimos um pouco antes do meio dia e

6° Dia (2° Parte) - Relembrando a Ruta 03 e descobrindo uma cidade Galesa

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
6º Dia (2º Parte) = 17/01/2017
Trajeto = La Loberia (AR) - Gaiman (AR)
Quilometragem =  565 km
Pernoite = As margens da praça Central da Cidade de Gaiman

Após este momento mágico junto a este santuário de Lobos Marinhos, retomamos nossa viagem e ingressamos na nossa velha conhecida ruta 03. Avançávamos por ela, lembrando nossa viagem de 2008, quando à percorremos com uma motocicleta Falcon, carregada de bagagem, estando eu como piloto e a Adelaide como Garupa. Foi nossa primeira grande viagem de moto, alguns meses após eu ter apreendido a pilotar. Olhando, com o olhar de hoje para este feito, concluo quase como inacreditável ter pensado e realizado esta viagem naquelas condição de pouquíssima experiência. Porém mais uma vez concluo também, que o impossível é apenas um paradigma que insistem em fazer a gente acreditar, e que serve para limitar e tolher nossos sonhos e projetos. 

5° Dia - A cidade afogada e o reencontro com a Patagônia

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
5º Dia = 16/01/2017
Trajeto = Carhué (AR) - Viedma (AR)
Quilometragem =  465 km
Pernoite = Avenida Beira Rio, as margens do Rio Negro

A ideia era tomarmos nosso café da manhã junto as ruínas de Epicuen. Não distante mais do que 5 km do centro de Caruhé. Buscamos antes, junto ao centro de informações turísticas, mais subsídios sobre esta região de águas termais. Dali, nos deslocando até este sítio tão interessante e instigante  que são a ruínas do antigo balneário de Epicuen. Começamos a ver o quanto esta paisagem se tornou única pelo alagamento de águas absolutamente salobras. As árvores mortas hoje parecem artificiais, com seus troncos e galhos secos, brancos, parecendo petrificados. O sal do lago Epicuen não deixando a vida se criar. Porém mesmo assim a natureza através de bandos de flamingos e patos nativos da região nos saudava pelo caminho. Chegando a entrada da cidade fantasma, buscamos um local com sombra para nosso café da manhã. Estacionamos

4° Dia - O Buquebus e a entrada na Argentina

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
4º Dia = 15/01/2017
Trajeto = Colônia do Sacramento (UR) – Carhué (AR)
Quilometragem = 62 km da travessia de Ferry Boat entre Colônia do Sacramento e Buenos Aires, e 540 km de Buenos Aires a Carhué.
Pernoite = Praça Central da cidade de Carhué.

Hoje seria o dia de ingressarmos na Argentina, através de um meio e um caminho não feito ainda por nós. Faríamos a travessia do Rio da Prata através do famoso Ferry Boat da empresa Buquebus. Nosso horário estava previsto para as 10:00, porém deveríamos estar no porto 1(uma) hora antes do horário de partida, para as providências de embarque e manobra do veículo. Despertamos cedo e novamente levamos nosso Motor Home para a área verde as margens do Prata. Acordamos as crianças, fizemos nossas torradas como café da manhã e nos dirigimos ao porto, bem próximo dali. Ingressamos e o funcionário nos pede para colocar o Motor Home junto a duas motos, pois seríamos os últimos a embarcar, por conta do tamanho do Motor Home. Somente o motorista pode manobrar o veículo para dentro do Ferry, o restante dos passageiros ingressa na embarcação pelo terminal de passageiros, caminhando. Estacionamos no local indicado e nos dirigimos ao terminal de passageiros para as providencias de check-in, aduana e imigração, pois ao passar por estes trâmites, mesmo em território Uruguaio, já oficialmente entramos na Argentina.

3° Dia - Colônia do Sacramento

MISSÃO CARRETERA AUSTRAL
3º Dia = 14/01/2017
Trajeto = Passeio na cidade Colônia do Sacramento (UR)
Quilomentragem = 30 km percorridos (aproximadamente)
Pernoite = Plaza Major de Colônia (no Centro histórico da cidade)

Despertamos, eu e a Adelaide, e resolvemos deslocar o Motor Home para as margens do Rio da Prata, em uma área verde, que certamente serve de lazer aos moradores locais, pertinho de onde pernoitamos. Lá tomaríamos nosso café da manhã para então explorar a cidade. Neste dia inauguramos uma dinâmica que se repetiria, e foi uma importante adaptação na viagem. Assim que acordávamos, organizávamos o Motor home, desfazendo o sofá cama, onde dormíamos, as crianças continuavam dormindo. Desta forma, seguíamos viagem e ganhávamos terreno, para então tomar café quando elas despertassem. Normalmente conseguíamos com isto andar mais de 100 km o que se mostrava muito eficaz em uma jornada de tanto volume.